O dia em que não houve culto
Para todo bom cristão que se preze, sabe-se que domingo é dia de culto.
Mas ontem, domingo, em várias igrejas de Rondônia não houve culto ou nas que houveram faltou-se palavras e sobrou silêncio.
Num daqueles lances da vida que acontecem e que não entendemos o porquê, ontem ficará um porque sem resposta.
Amados pastores e amigos foram ceifados de suas vidas de uma forma trágica.
É inimaginável o que aconteceu!
Mas aconteceu e creio que na primeira rodada do carro seus olhos se fecharam e eles já O avistaram, o REI JESUS de braços abertos os recebendo.
Consolo melhor não há!
A dor ser substituída pelo abraço fraterno e acolhedor do Pai!
Não houve dor para eles!
Eles estão bem!
Mas a nós que ficamos, há dor e um mal estar em nossas almas.
Mais um por que, mas para este porque há uma resposta.
Para a nossa dor e saudade, o mesmo REI JESUS estendeu os braços aos se que foram está estendido para nós também.
ELE nos chama para um relacionamento!
Não um relacionamento superficial, mas para um relacionamento ao nível daquele do qual os parentes e amigos dos que se foram tinham.
Um RELACIONAMENTO que gera INTIMIDADE!
E somente esta intimidade com Deus será possível para sarar a nossa dor.
Não será algo rápido, mas ocorrerá!
Aos parentes, aos amigos, as ovelhas e até àqueles, que como eu, só os conheciam de relance, fica este consolo, buscar intensamente a intimidade com o PAI, pois somente nos braços d´Ele poderemos sentir o toque que nos cura.
Somente com a intimidade podermos ver a face de Deus!
Somente com a intimidade podermos ser consolados!
Somente com intimidade a falta de palavras e explicações que nos consome será preenchida.
E no dia em que não houve culto nas igrejas de Rondônia, houve FESTA NO CÉU!
Saudades! ;(
Suspiros da alma!
Vou sentindo, vou pensando e às vezes vou escrevendo!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Vô Reinaldo
Um dos meus maiores temores quando mudei-me para Rondônia seria o dia inevitável em que ela bateria em nossas portas.
E hoje ela bateu!
Hoje a morte bateu na porta de minha família e com ela levou meu VÔ REINALDO, o "Reinardo Pai"!
Depois do baque da notícia e a confirmação de que a distância é algo que existe e nos impede de estar perto de quem amamos, resta-me prestar uma singela homenagem, àquele homem que me fez conhecer um pouquinho, apesar da minha resistência, do universo rural.
Nesta tarde em que fiquei aqui em Rondônia sozinha, o que acalentou a minha alma foram as lembranças e elas me remeteram sempre ao sítio ou chacará que ele morou.
Naquele finzinho de tarde em que acharam uma lagarta ou outro bicho horrivel que não me lembro qual, no tronco de uma árvore! Que medoooo!!!
Sentada na mangueira enquanto ele guardava as vacas!! Eia, eia, eiaaa!!!
Ou então nas noites em que dormia no sítio e ficava ouvindo, no quarto ao lado, o zunido daquele radinho antigo tocando moda de viola.
E logo hoje, meu filho, quis ir visitar o museu de Ji-Paraná e quando cheguei lá me deparei com um radinho igual ao que ele tinha.
Parei em frente ao rádio, ele não funcionava, mas parece que ouvia o som procurando uma estação.
Naquela hora meu coração doeu!
Doeu porque, em janeiro quando eu me despedi dele, se soubesse que aquele seria o último abraço, teria dado um abraço um pouco mais apertado e longo.
Doeu porque, este ano quando eu chegar em Umuarama, não o verei sentado na sua cadeira perto da porta da cozinha.
Doeu porque, eu estou aqui e não estou ao lado do meu pai!
Mas, a nós, que cremos na vida eterna, temos a dor substituida pela certeza que logo estaremos juntos novamente.
E neste tarde em que meu avô se despediu de nós sem que nós pudemos lhe dar um adeus, fico imaginando como foi sua chegada ao céu e o abraço apertado de boas-vindas que ele recebeu de Jesus.
E se me permitem uma visão romanciada do céu, creio que numa hora desta meu avô deve estar se deliciando de um bom cafézinho com a minha VÓ ALICE!
Hoje, minha saudade tem mais um nome, VÓ ALICE e VÔ REINALDO!
E, com certeza, tem mais uma coisa que me lembro dele, era a forma com a qual nos despedíamos, desde a época dos meus fim-de-semana no sítio.
"Linda, até mais!
Até mais, vô!"
Fica meu abraço, em especial, ao meu pai e a Vó Nenem!
Fica minha lembrança e meu muito obrigada a Deus, por ter me dado esta família maravilhosa!
Até mais, VÔ!
Saudades....
:(
E hoje ela bateu!
Hoje a morte bateu na porta de minha família e com ela levou meu VÔ REINALDO, o "Reinardo Pai"!
Depois do baque da notícia e a confirmação de que a distância é algo que existe e nos impede de estar perto de quem amamos, resta-me prestar uma singela homenagem, àquele homem que me fez conhecer um pouquinho, apesar da minha resistência, do universo rural.
Nesta tarde em que fiquei aqui em Rondônia sozinha, o que acalentou a minha alma foram as lembranças e elas me remeteram sempre ao sítio ou chacará que ele morou.
Naquele finzinho de tarde em que acharam uma lagarta ou outro bicho horrivel que não me lembro qual, no tronco de uma árvore! Que medoooo!!!
Sentada na mangueira enquanto ele guardava as vacas!! Eia, eia, eiaaa!!!
Ou então nas noites em que dormia no sítio e ficava ouvindo, no quarto ao lado, o zunido daquele radinho antigo tocando moda de viola.
E logo hoje, meu filho, quis ir visitar o museu de Ji-Paraná e quando cheguei lá me deparei com um radinho igual ao que ele tinha.
Parei em frente ao rádio, ele não funcionava, mas parece que ouvia o som procurando uma estação.
Naquela hora meu coração doeu!
Doeu porque, em janeiro quando eu me despedi dele, se soubesse que aquele seria o último abraço, teria dado um abraço um pouco mais apertado e longo.
Doeu porque, este ano quando eu chegar em Umuarama, não o verei sentado na sua cadeira perto da porta da cozinha.
Doeu porque, eu estou aqui e não estou ao lado do meu pai!
Mas, a nós, que cremos na vida eterna, temos a dor substituida pela certeza que logo estaremos juntos novamente.
E neste tarde em que meu avô se despediu de nós sem que nós pudemos lhe dar um adeus, fico imaginando como foi sua chegada ao céu e o abraço apertado de boas-vindas que ele recebeu de Jesus.
E se me permitem uma visão romanciada do céu, creio que numa hora desta meu avô deve estar se deliciando de um bom cafézinho com a minha VÓ ALICE!
Hoje, minha saudade tem mais um nome, VÓ ALICE e VÔ REINALDO!
E, com certeza, tem mais uma coisa que me lembro dele, era a forma com a qual nos despedíamos, desde a época dos meus fim-de-semana no sítio.
"Linda, até mais!
Até mais, vô!"
Fica meu abraço, em especial, ao meu pai e a Vó Nenem!
Fica minha lembrança e meu muito obrigada a Deus, por ter me dado esta família maravilhosa!
Até mais, VÔ!
Saudades....
:(
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