Um dos meus maiores temores quando mudei-me para Rondônia seria o dia inevitável em que ela bateria em nossas portas.
E hoje ela bateu!
Hoje a morte bateu na porta de minha família e com ela levou meu VÔ REINALDO, o "Reinardo Pai"!
Depois do baque da notícia e a confirmação de que a distância é algo que existe e nos impede de estar perto de quem amamos, resta-me prestar uma singela homenagem, àquele homem que me fez conhecer um pouquinho, apesar da minha resistência, do universo rural.
Nesta tarde em que fiquei aqui em Rondônia sozinha, o que acalentou a minha alma foram as lembranças e elas me remeteram sempre ao sítio ou chacará que ele morou.
Naquele finzinho de tarde em que acharam uma lagarta ou outro bicho horrivel que não me lembro qual, no tronco de uma árvore! Que medoooo!!!
Sentada na mangueira enquanto ele guardava as vacas!! Eia, eia, eiaaa!!!
Ou então nas noites em que dormia no sítio e ficava ouvindo, no quarto ao lado, o zunido daquele radinho antigo tocando moda de viola.
E logo hoje, meu filho, quis ir visitar o museu de Ji-Paraná e quando cheguei lá me deparei com um radinho igual ao que ele tinha.
Parei em frente ao rádio, ele não funcionava, mas parece que ouvia o som procurando uma estação.
Naquela hora meu coração doeu!
Doeu porque, em janeiro quando eu me despedi dele, se soubesse que aquele seria o último abraço, teria dado um abraço um pouco mais apertado e longo.
Doeu porque, este ano quando eu chegar em Umuarama, não o verei sentado na sua cadeira perto da porta da cozinha.
Doeu porque, eu estou aqui e não estou ao lado do meu pai!
Mas, a nós, que cremos na vida eterna, temos a dor substituida pela certeza que logo estaremos juntos novamente.
E neste tarde em que meu avô se despediu de nós sem que nós pudemos lhe dar um adeus, fico imaginando como foi sua chegada ao céu e o abraço apertado de boas-vindas que ele recebeu de Jesus.
E se me permitem uma visão romanciada do céu, creio que numa hora desta meu avô deve estar se deliciando de um bom cafézinho com a minha VÓ ALICE!
Hoje, minha saudade tem mais um nome, VÓ ALICE e VÔ REINALDO!
E, com certeza, tem mais uma coisa que me lembro dele, era a forma com a qual nos despedíamos, desde a época dos meus fim-de-semana no sítio.
"Linda, até mais!
Até mais, vô!"
Fica meu abraço, em especial, ao meu pai e a Vó Nenem!
Fica minha lembrança e meu muito obrigada a Deus, por ter me dado esta família maravilhosa!
Até mais, VÔ!
Saudades....
:(

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